sexta-feira, 13 de julho de 2012

Folha

Folha que abanas suavemente...
Ondulantemente abanas ao sabor do vento.
Abanas como se fosses uma bailarina com
a tua haste fina e elegante.
Folha, tu que estás agarrada às tuas irmãs,
abanas!
Ainda não é tempo de teres flores por perto
mas enquanto esperas,abanas.
Tudo na vida tem o seu tempo e enquanto
esperas pelo teu, abanas...
Folha que abanas suavemente.
Ondulantemente abanas ao sabor do vento,
folha o teu tempo chegou!

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Ando, por aqui, a pensar porque as coisas acontecem sem mais nem menos e não damos
a importância devida????
As coincidências não são mais do isso!Apenas coincidências, pois na vida tudo se repete...
Sofre-se inútilmente,é o que se chama o mal viver,que acontece àqueles que não tiveram
quem os encaminha-se devidamente nos seus primeiros anos de vida.Quando estamos
abertos para a vida,para o conhecimento deveriamos estar preparados para aceitarmos
que estamos sós numa travessia em que os outros somente vão ao nosso lado.Quando
aprendêmos com conhecimento de causa sofremos muito mais.Mas ao chegar a este
ponto da vida podemos de seguida receber a vida de forma humilde e estarmos gratos
por termos chegado até aqui. Para mim basta de sofrimento!Quero seguir a minha viagem,
agora,com a tranquilidade de um lago.Quero aceitar tudo exactamente da forma como é...
Não é fácil caçar monstros e fantasmas sem nos perdermo-nos um pouco pela estrada da
vida.A Espada e o Cálice só nos atrapalham porque sem eles estariamos mais prontos para
aceitar a natureza do nosso próprio ser,a nossa essência,a nossa alma,o nosso eu...


quinta-feira, 5 de abril de 2012

Uma tarde.

São seis da tarde e o ceú já escureceu,aqui perto de mim.
Ao longe,no horizonte ele persiste em manter a côr do dia
até ao infínito.
Enquanto que aqui está totalmente negro,ao longe vê-se
espaços azuis de várias tonalidades com um misto de
amarelo clarinho que vai-se escurecendo até ficar côr de
laranja,no poente.
O pássaro que ainda hà pouco chilreava,calou-se.
Ao fundo da rua está um cão a ladrar,o som chega ate aqui
já desmaiado.
Eu sinto-me dividida entre o bem estar de estar só sem me
sentir e a ânsia de mexer-me e resolver a vida que deixei
parada com medo de a resolver.